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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Origem da Vida



O planeta Terra formou-se há cerca de 4,6 bilhões de anos. Sua aparência inicial era completamente diferente da aparência que tem hoje. Não havia nele qualquer tipo de ser vivo.

Supõe-se hoje, através do estudo de fósseis, que os primeiros seres vivos surgiram provavelmente há cerca de 3,5 bilhões de anos.

Ao longo dos tempos, várias hipóteses foram elaboradas na tentativa de responder como os planetas apareceram - como a hipótese da geração espontânea, a hipótese extraterrestre entre outras.

A hipótese da geração espontânea

Até o século XIX, imaginava-se que os seres vivos poderiam surgir não só a partir da reprodução de seres preexistentes, mas também a partir de matéria sem vida, de uma forma espontânea. Essa idéia, proposta há mais de 2.000 anos por Aristóteles, filósofo grego, é conhecida como geração espontânea.

Segundo aqueles que acreditavam na geração espontânea, determinados objetos poderiam conter um “princípio ativo”, isto é, uma espécie de “força” capaz de transformá-los em seres vivos.

Através da geração espontânea, explicava-se, por exemplo, o aparecimento de vermes no intestino humano, como a lombriga, ou o surgimento de ”vermes” no lixo ou na carne em putrefação.

Logicamente, quem assim pensava desconhecia o ciclo de vida de uma lombriga ou uma de mosca. Hoje, sabe-se que as lombrigas surgem no intestino humano a partir da ingestão de água e de alimentos contaminados por ovos fecundados de lombrigas preexistentes. Sabe-se também que os “vermes” que podem aparecer no lixo e na carne em decomposição são, na verdade, larvas de moscas que se desenvolvem a partir de ovos depositados nesses materiais por moscas fecundadas.

A hipótese extraterrestre

Svante Arrhenius (1859-1927), um físico e químico sueco, supunha que, em épocas passadas, poeiras espaciais e meteoritos caíram em nosso planeta trazendo certos tipos de microrganismos, provavelmente semelhantes a bactérias. Esses microrganismos, então, foram se reproduzindo, dando origem à vida na Terra.

A hipótese de Oparin

Até chegar à forma que tem hoje, com seu relevo, rios, oceanos, campos, desertos e seres vivos, a Terra passou por diversas transformações.

Quando se formou admite-se, o planeta era tão quente que era impossível a vida desenvolver nele. O surgimento da vida só se tornou possível com algumas mudanças ocorridas, por exemplo, no clima e na composição dos gases atmosféricos.
Atmosfera Primitiva Atmosfera Atual
Hidrogênio (H2) Nitrogênio (N2)
Metano (CH4) Oxigênio (O2)
Amônia (NH3) Gás Carbônico(CO2)
Vapores de água Vapores de água
Gases Nobres
Os vapores de água foram um dos componentes mais importantes da atmosfera primitiva. Admite-se que eles resultaram da grande atividade dos vulcões. Esses vapores de água foram se acumulando na atmosfera durante séculos.

Nas altas camadas da atmosfera, os vapores de água, na forma de densas nuvens, resfriavam-se e, condensando-se, começaram a cair como chuva. Era o início do ciclo da água, que ocorre até hoje (evaporação => condensação => chuva). Como a superfície da Terra era quentíssima, a água evaporava-se quase imediatamente, voltando a formar nuvens. Por milhões de anos, imagina-se, houve essa seqüência de chuvas e evaporação antes que os oceanos fossem formados. Somente quando a superfície da Terra se resfriou muito, começou a haver acumulo de água líquida em regiões mais baixas, formando lagos, mares e oceanos.

Foi nos oceanos primitivos que a vida deve ter se originado. Pelo menos é o que até agora os cientistas têm aceito como hipótese mais provável. Um deles, o bioquímico russo de nome Aleksandr Ivanovitch Oparin (1894-1980), procurou explicar a formação do primeiro ser vivo a partir de moléculas orgânicas complexas.

Das moléculas orgânicas aos coacervados

Oparin acreditava que as moléculas orgânicas foram produzidas a partir de reações ocorridas entre os gases existentes na atmosfera primitiva. Essas reações teriam sido provocadas pela energia do raios ultravioletas do Sol e pelas descargas elétricas dos raios durantes as tempestades, então muito freqüentes.

Entre as diversas moléculas orgânicas supostamente produzidas a partir de gases primitivos, destacam-se os aminoácidos. Os aminoácidos formados devem ter combinado entre si dando origem a outras substâncias mais complexas, chamados proteínas. Ao longo de milhões de anos, as proteínas foram se acumulando nos mares primitivos e se juntando em minúsculos aglomerados, que Oparin chamou de coacervados.

Dos coacervados às células

A ciência atual admite que muitas substâncias presentes nos mares primitivos foram lentamente se juntando aos coacervados, tornando-os cada vez mais complexos. Admite também que no interior dos coacervados ocorreram muitas reações entre substâncias inexistentes, até que, depois de milhões de anos, surgiram os ácidos nucléicos.

Os ácidos nucléicos organizam o material genético de uma célula e comanda suas atividades diversas, inclusive a reprodução. Assim, com o surgimento dessas moléculas muito especiais, os coacervados puderam se transformar em seres unicelulares.

Os primeiros seres vivos da Terra, eram unicelulares, heterotróficos e alimentavam-se de substâncias existentes nos oceanos.

Com o passar do tempo, o número desses seres primitivos aumentou muito. Os alimentos existentes no oceanos foram lentamente se tornando insuficiente para todos. Mas milhões de anos depois, após muitas modificações acorridas no material genético, alguns desses seres tornaram-se capazes de produzir clorofila e fazer fotossíntese. Surgiram, então os primeiros seres autotróficos, que produziam o alimento necessário para manter a vida na Terra.

Foi a partir desses dois tipos de seres que se desenvolveu a vida na Terra. Eles foram se diferenciando cada vez mais e lentamente originando todos os seres vivos que conhecemos hoje, inclusive o homem.

Fonte: Portalbrasil.net

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Filme em 3D provoca efeitos colaterais



Muitos espectadores reclamaram que Avatar e outros filmes em 3D causam dor de cabeça, náusea, visão turva e outros sintomas de enjoo visualmente induzido.

O problema, segundo indica o estudo, é que o filme muitas vezes causa movimentos oculares não naturais.

Normalmente, quando um objeto se aproxima de uma pessoa, os olhos respondem de duas formas. Eles convergem, ou giram para dentro para acompanhá-lo (por exemplo, estenda o braço com o indicador apontado para cima, depois lentamente puxe o dedo para perto de seu nariz). Ao mesmo tempo, enquanto o objeto se aproxima, os olhos focam e mantêm uma imagem clara dele ao modificar o formato da lente, um processo chamado de acomodação visual.

Entretanto, um objeto em 3D voando para fora da tela causa conflito sensorial. Os olhos giram para dentro para acompanhá-lo, mas eles também devem manter um foco fixo na superfície da tela do cinema. Assim, eles convergem sem se acomodar, um desencontro de dois processos naturais que --ao longo de um filme-- pode ser bem estressante.

Não existe forma provada de se prevenir isso. Porém, cinéfilos que assistiram a várias exibições de Avatar afirmam que um truque é evitar olhar para partes desfocadas das cenas, o que parece bem mais fácil do que é na verdade.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A Segunda menor mãe do Mundo...



A paraense Maria do Socorro Gomes dos Santos, de 37 anos e apenas 79 centímetros de altura, deu a luz ao seu primeiro filho, Abner, tornando-se, possivelmente, a segunda menor mãe do mundo, de acordo com a equipe médica que realizou o parto.

Maria do Socorro tem apenas oito centímetros a mais que a americana Stacey Herald, 35 anos e 71 centímetros. "Já havia feito pré-natal de pessoas portadoras de nanismo, mas Maria do Socorro foi a menor.Acredito que ela possa ser a segunda menor mãe do mundo", diz o obstetra José Carlos Cavalcante, do Ambulatório de Alto Risco da Santa Casa de Belém.

O parto foi realizado no último dia 18. Abner nasceu com 46 centímetros, só 33 a menos do que a mãe. Os dois passam bem.

José Carlos Cavalcante explica que há dois tipos de nanismo: o hipofisário, em que os portadores têm redução proporcional do corpo e membros, e a aconplasia, em que os membros são tortuosos, caso de Maria do Socorro. De acordo com o médico, trata-se de uma doença do sistema ósseo, de transmissão hereditária, por isso o bebê, aparentemente saudável, que nasceu após gestação de nove meses, terá acompanhamento especializado. "Foi fundamental o apoio da família, pois em certo momento Maria do Socorro, de apenas 21 quilos, devido ao peso de cinco quilos da barriga, já não conseguia ficar em pé", disse o médico.

A obstetra Mary Helly Valente da Costa, da equipe do Centro Obstétrico, explicou que em função da má formação da coluna, não foi possível fazer anestesia raquidiana ou peridural, sendo necessária anestesia geral. Com esse tipo de anestesia, o bebê pode nascer sem chorar, mas com o suporte da neonatologia na sala de parto o bebê teve toda a assistência necessária e nem precisou ficar na UTI Neonatal. Já a mãe ficou algumas horas na UTI apenas por observação.

Dessa forma, os dois puderam ficar juntos na enfermaria especial para gravidez de Alto Risco logo ainda no primeiro dia de vida do bebê. "Tivemos que fazer tudo rápido. O parto durou cerca de 40 minutos, mas foi um sucesso", afirmou a médica, satisfeita com o resultado do trabalho da equipe.

Maria do Socorro contou que queria ter um filho, mas não sabia se seria possível e ficou surpresa quando soube que estava grávida. Primeiro fez um teste de gravidez de farmácia, depois procurou atendimento e foi encaminhada para a Santa Casa. "Sou muito grata a toda a equipe do hospital que tornou realidade meu sonho de ser mãe", disse ela.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Embalagem plástica que dissolve na água

Domingo, Outubro 25, 2009
Embalagem plástica que dissolve na água - CR

Na edição de novembro da revista Creative Review é apresentada uma embalagem plástica muito especial: ela dissolve na água!!!

Isso mesmo: o plástico dissolve na água! É só tirar a revista da embalagem e colocar o plástico na água e fim!




O material hidro-degradável não contém resíduos tóxicos, e segundo a CR, você pode até beber a água (apesar do gosto horrível).


A embalagem foi desenvolvida pela empresa britânica Cyberpac. Segundo os desenvolvedores a embalagem é a partir de um substrato hidro-degradáveil, que é 5 vezes mais forte do polietileno normal. É um polímero biodegradável solúvel na água, ainda é totalmente biodegradável em um ambiente de compostagem, em uma máquina de lavar louça ou em uma máquina de lavar. Não tem resíduos nocivos.

É degradado por microrganismos, fungos e leveduras. Estes organismos podem ocorrer tanto em ambientes artificiais, como digestores anaeróbios, lamas ativadas e compostagens e ambientes naturais, tais como sistemas aquáticos e do solo. Os microrganismos o usam como fonte de alimento, produzindo uma variedade de enzimas que são capazes de reagir com a embalagem. No final, o saco se torna dióxido de carbono, água e biomassa.
Quer saber mais? Vai no site da CR.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ciclos biogeoquímicos - Biologia



Bio = bióticos.
Geo = Abióticos
Químicos = elementos químicos

Via característica de circulação dos elementos químicos entre os compartimentos bióticos e abióticos.

Compartimentos dos Ciclos Biogeoquímicos

. Pool reservatório: abióticos; tempo de residência é maior; possui sempre maior quantidade dos elementos estudados; menos dinâmico e o movimento é menor; (mundo físico).
. Pool lábil: biótico; tempo de residência é menor; se degrada mais rapidamente; mais dinâmica e o movimento é maior; (seres vivos).

Classificação dos Ciclos Biogeoquímicos

. Gasoso: pool reservatório na atmosfera.
. Sedimentar: pool reservatório nas rochas ou solos.
. Misto: pool reservatório se divide em dois ou mais componentes.

CICLO DA ÁGUA


Classificação - misto: oceanos e geleiras.

Processos envolvidos:

1) Evaporação – manda uma quantidade muito alta de água para a atmosfera, circuito ladeira acima.
2) Transpiração – manda uma quantidade muito baixa de água para a atmosfera, é o único que tem participação dos seres vivos (plantas), circuito ladeira acima.
3) Precipitação Pluviométrica – mais conhecida como chuva, circuito ladeira abaixo.

A evaporação é o processo controlador do ciclo da água.
A evaporação nos oceanos é referente a 1.000 e a precipitação pluviométrica é referente a 900.
A evaporação nos continentes é referente a 400 e a precipitação pluviométrica é referente a 500.

CICLO DO OXIGÊNIO



1 - O O2 é utilizado na respiração aeróbica das plantas e animais, formando moléculas de água.
2 - A água formada na respiração é eliminada para o ambiente através da transpiração, da excreção e das fezes, em parte utilizada em processos metabólicos. 3 - Dessa forma, seus átomos de oxigênio acabam incorporados à matéria orgânica e podem voltar à atmosfera pela respiração e pela decomposição do organismo, que produzem água e gás carbônico.
4 - O CO2 atmosférico é utilizado no processo de fotossíntese.
5 - Os carbonos e os oxigenados presentes no gás carbônico passam a fazer parte da matéria orgânica do vegetal, e tanto a respiração como a decomposição dessa matéria orgânica restituirão o oxigênio à atmosfera, na forma de água e gás carbônico.
6- A água utilizada pelas plantas na fotossíntese é quebrada, e seus átomos de oxigênio são liberados para a atmosfera na forma de O2.

A principal fonte de oxigênio são as plantas, através da fotossíntese, mas até os vulcões contribuem para sua formação, quando liberam vapores de água na troposfera.

Na atmosfera é encontrado sob as formas de oxigênio molecular (O2), dióxido de carbono (CO2), ozônio (O3), dióxido de nitrogênio (NO2), monóxido de nitrogênio (NO), dióxido de enxofre (SO2), entre outras.

A maior quantidade de oxigênio, cerca de 99,5% se mantêm concentrada na litosfera, principalmente na crosta e no manto. É vinculado ao carbono produzido na fotossíntese, com metais como, por exemplo, ferro e óxidos no solo em processos de decomposição, com raios ultravioletas na estratosfera sob forma de ozônio, com o hidrogênio quando as plantas iniciam o processo de respiração formando moléculas de água e outras.



CICLO DO CARBONO




Classificação – misto

Pool Reservatório – CO2 atmosférico e depósitos fósseis.

Processos envolvidos na circulação do Carbono.

1) Assimilação (fotossíntese) – as plantas assimilam o CO2 da atmosfera (inspiração).
2) Desassimilação – o carbono retorna para a atmosfera (expiração).
3) Troca Física – as plantas utilizam o CO2 dissolvido da água, o carbono é dissolvido na água através do gradiente de concentração e as plantas assimilam eles.
4) Sedimentação – tem a formação dos depósitos fosseis que são restos de matéria orgânica que não sofreu decomposição.
5) Combustão – é um processo artificial de exploração de depósitos fosseis que coloca um carbono que não está em circulação que deveria estar aprisionado em depósitos fósseis. Ex: na floresta.

Obs: o Carbono na forma de combustíveis fósseis, que são restos de matéria orgânica se chama detritos orgânicos que não estão mais em composição porque foi soterrado, se sedimentando.


EFEITO ESTUFA




CICLO DO NITROGÊNIO


Classificação – gasoso (pool reservatório na atmosfera em forma de N2).

O Ciclo do Nitrogênio possui quatro etapas:

1. Fixação Biológica do Nitrogênio, a saída de N2 do pool reservatório.

N2 → NH3 (amônia)

O Rhizobium (solo), a Azobacter (solo) e a Cianobactéria (mar) não promovem associação com nenhum outro organismo.
O Rhizobium vive em associação de algumas espécies das famílias das leguminosas, eles formam nódulos e pega os N2 da atmosfera e passa para as plantas e as plantas dá energia para o Rhizobium e ele tem vantagem competitiva e a planta também utiliza o O2 do solo.

2. Amonificação

N (orgânico) → NH3

É liberado no meio através dos produtos de excreção.

3. Nitrificação

NH3 → NO2 (nitrito)

Só acontece em meio de aerobiose, ou seja, na presença de O2 no meio então o meio tem que estar aeróbico.
Eles (Nitrossomonas e Nitrosococcus) transformam amônia em nitrito. A nitrossomona é liberado no solo e o nitrisococcus no mar.

NO2 → NO3 (nitrato)

Eles (nitrobacter e nitrococcus) transformam nitrito em nitrato. A nitrobacter é liberado no solo e o Nitrococcus é liberado no mar.

Obs: o Nitrato é o produto final da nitrificação

4. Denitrificação

NO3 → N2

A transformação de nitrato em nitrogênio acontece através das atividades das Pseudomonas. O meio tem que estar em anaerobiose, ou seja, o meio só tem que estar sem O2.



Eutrofização ou Eutroficação



Começa num ambiente de água parada com um aumento na concentração no Nitrogênio de forma artificial que acaba gerando aumento na biomassa vegetal e vai acabar acarretando maior produção de matéria orgânica, onde falta o oxigênio e a morte dos organismos.

Ex: fertilizantes colocados no solo e esgotos.


CICLO DO FÓSFORO




Classificação – Sedimentar (pool reservatório está nas rochas)

(1) Intemperismo – transformação sofrida pelas rochas que libertam fosfato no ambiente.

(2) Assimilação – fosfato liberado no ambiente e as plantas assimilando fosfato.

(3) Decomposição – as plantas e os animais que comerão as plantas quando entram em decomposição liberam fosfato no ambiente.

O fosfato vai parar no ambiente marinho quando o solo sofre erosão através da chuva que vai parar nos rios e os rios levam essas águas até as águas do mar.
Adsorção é a ligação dos nutrientes as partículas do solo.


CICLO DO ENXOFRE





O enxofre é encontrado no solo em combinações de sais de sulfato, sulfetos e minério. Nas proximidades de vulcões, o enxofre é encontrado na sua forma original, razão pela qual há muitas unidades de exploração nestas regiões. O ciclo do enxofre compreende 6 etapas básicas:

a) As plantas absorvem compostos contendo enxofre além dos sulfatos
b) Na produção de aminoácidos das plantas o hidrogênio substitui o oxigênio na composição dos sulfatos;
c) Os seres vivos se alimentam das plantas;
d) microorganismos decompõe os aminoácidos que contêm enxofre nos restos de animais e plantas, criando sulfeto de hidrogênio;
e) o enxofre é extraído do sulfeto por bactérias e microorganismos;
f) sulfatos são produzidos pela ação de microorganismos na combinação do enxofre com o oxigênio

A Biologia explica o homossexualismo...


A biologia explica dois novos estudos reforçam a hipótese de que as causas da homossexualidade são biológicas Marcela Buscato.
A ciência procura há décadas as origens do comportamento homossexual. O tamanho dos dedos das mãos, a tendência para ser canhoto ou destro e até a direção em que os cabelos nascem já foram cogitados como diferenças físicas entre gays e heterossexuais. Pesquisadores suecos conseguiram mostrar pela primeira vez que algumas partes do cérebro de homossexuais podem realmente funcionar de maneira semelhante ao cérebro de uma pessoa do sexo oposto. Cientistas do Instituto do Cérebro de Estocolmo, na Suécia, usaram técnicas de tomografia para analisar o cérebro de 50 voluntários - entre heterossexuais e homossexuais de ambos os sexos. Eles descobriram que uma área ligada às emoções, chamada amígdala, é ativada da mesma maneira tanto nos homens quanto nas lésbicas. E que outro padrão é encontrado nas mulheres e nos homens gays.
A equipe da neurobióloga Ivanka Savic também submeteu 90 pessoas a exames de ressonância magnética para medir o tamanho de cada uma das metades do cérebro. Mais uma vez houve correspondência entre homossexuais e o sexo oposto. Assim como os homens, as lésbicas têm o lado direito do cérebro maior do que o esquerdo. Já mulheres e gays têm as duas metades simétricas.“Os resultados não significam que gays têm um cérebro feminino nem que lésbicas possuem um cérebro masculino”, diz Qazi Rahman, da Queen Mary University, um dos mais influentes pesquisadores do Reino Unido na área. “Os gays têm o melhor dos dois mundos: um cérebro com características masculinas e femininas.”
Imagens mostram que áreas ativadas pela amígdala são as mesmas no cérebro dos homens e das lésbicas. Também há correspondência entre circuitos acionados no cérebro de mulheres e homens gays.
O estudo foi recebido como uma das mais fortes evidências de que a causa da homossexualidade também é determinada biologicamente e não apenas por uma escolha pessoal, moldada por experiências de vida. “A anatomia do cérebro não é tão plástica a ponto de as mudanças relatadas no estudo ocorrerem durante a vida adulta”, diz o neurocientista Jorge Moll Neto, coordenador do Núcleo de Neurociências da Rede Labs D’Or. Os pesquisadores suecos acreditam que as diferenças tenham sido moldadas ainda no útero materno. Já se sabe que a assimetria entre os hemisférios é formada entre o trimestre final da gravidez e logo após o nascimento. Para tentar confirmar a suspeita, agora Ivanka Savic estuda se a presença dessas características no cérebro de bebês poderá predizer qual será a orientação sexual desses futuros adultos.

A nova pesquisa pode ser mais um passo na busca pelas causas da homossexualidade, mas não responde a uma das perguntas mais intrigantes da ciência. As características dos cérebros dos homossexuais seriam determinadas pela ação de genes específicos, os famosos genes gays? Ou poderiam ser explicadas pela ação, ainda no útero, de hormônios relacionados à diferenciação sexual?

Enquanto não há resposta, outro estudo divulgado esta semana reforçou a idéia de que a homossexualidade faz sentido até do ponto de vista da seleção natural. Algumas linhas de estudo supõem que, quando presentes em mulheres, as supostas características genéticas gays aumentariam a fertilidade. Usando modelos matemáticos, o pesquisador italiano Andrea Camperio Ciani teria comprovado que mulheres da família de gays compensariam com vantagem os poucos filhos que eles teriam. E quanto mais descendentes, melhor para a espécie. Nesse caso, a matemática também explica